Blah • Blah • Blah
The Silvias
A band with influences of american post-rock, 70´s progressive sounds, ambient and middle eastern/indian music. This is The Silvias.myspace:
www.myspace.com/thesilvias20horasdomingo
Download The Silvias first EP:
www.4shared.com/file/20233..._2003_.html
RAMIRO MUSOTTO - SUDAKA
RAMIRO MUSOTTO - SUDAKACheck out www.ramiromusotto.com
Street Sounds, Afro-Brazilian Ritual, and the Spirit of a Warrior Tribe Ramiro Musotto, the Shaman of Berimbau and Mystical Electronica, Debuts on Sudaka
Imagine window-shopping on the streets of Sao Paulo, browsing through the collected crafts of an entire region, Amazonian headdresses, and the latest in... computer software. These two seemingly opposite worlds collide on Sudaka --a manifestation of ancestral ingredients and digitized definition courtesy of noted Brazilian percussionist, programmer, and producer Ramiro Musotto .
This debut release--which will be issued by Fast Horse Recordings on October 21, 2003 --is a gathering between field recordings of an Amazon Indian chant, Afro-Brazilian Candomblé spirit rituals, the call of an Argentinean urban street vendor, and Musotto's own urbanized and intuitive electronic beats. Using the skills he honed as a percussionist for Brazilian standouts Caetano Veloso, Gilberto Gil, Marisa Monte, Sergio Mendes, and Carlinhos Brown, Musotto set out to fuse the musical origins of the region with his own keen passion for electronica. Musotto hopes to prove that two conflicting cultural ideals can exist in harmony and benefit beyond. He calls it "a psychedelic trip throughout and into the Afro-Brazilian and South American culture; an optimistic way of interpreting the effects of technology in our everyday life and art."
On "Botellero," we hear the call of the a local "Bottle Man," whose daily routine is gathering old bottles, magazines, newspapers, doors, beds and anything else that can be cleaned up and resold. Musotto recorded the sample on the streets of his North Patagonia home of Bahia Blanca, Argentina, capturing the botellero's call as he made the rounds of local streets in his horse-drawn cart. The botellero uses a cheap microphone and old speaker to project his voice through the streets and into the homes of prospective buyers.
The track "Xavantes" is inspired by a warrior tribe of the same name known to have resisted European colonizers until 1940. "This fantastic field recording was not done by me, but by the Indians themselves," explains Musotto. "Their incredible music fascinated me, and when I found this rare recording, I spent two years working on the track. When I contacted the tribe, they asked me to personally show the result of my work to a chief that lives in Sao Paulo. He loved it, but it took over a month to get the blessing of the tribe's most important chiefs and spiritual leaders."
The spirit of the Afro-Brazilian cult of Candomblé is featured notably on "Bayaka" and "Ijexa." Candomblé ritual calls for spirits to enter the body and induce a state of trance. Once this state of mind is achieved participants change into a colorful display of clothes to represent a higher connection with the spirits. The city of Salvador in the region of Bahia is a religious center of Candomblé and was Musotto's home for twelve years. During this period he learned the complex, African-tinged rhythms.
On "La Danza del Tezcatlipoca Rojo," a live crowd is entranced by Musotto's trademark playing of the berimbau--a percussion bow with origins in Africa and traditionally used in the Brazilian dance-martial art called capoeira.
A lifelong student of musical styles, Musotto has kept the pulse for Latin American folk music, carnival samba, Brazilian pop, and, as a young man, behind a drum kit for a punk band. Venturing beyond the ethnic field recordings and electronic sequencing Musotto also includes a wealth of other samples drawn from unique percussion and other organic sounds. Musotto's beat structure is as diverse and far-reaching as the music layered underneath.
800 DRUMS
In day 5 of August of 2007, we will be carrying throughthe Ceremony of the 800 TAMBORES (800 DRUMS), in the comemorations of the 422 years of the city of João Pessoa, Paraíba, Brazil, Lagoon of the Solon de Lucena Park - Center.
For the people interested in participating of this
great Circle of Tambores, the assays will happen
in the end of July and start of August, in Campus I
of the Federal University of the Paraíba.
Invite a friend, to celebrate the life,
the union between the people,
and the social convivência through
the Circle of Tambores and Sounds.
Chiquinho Mino
Facilitator of Circle of Tambores
55-21-83-91097170 Chiquinho Mino
55-21-83-32167123 DEMUS/UFPB
Chico Correa and Eletronic Band • Eletronic brazilian grooves
Chico Correa is Producer, live Pa dj, musician. Your projects cceb.multiply.comblog: www.transeuropetabajara.blogspot.com
Here's their self-titled album with latin flavour and electronic sound. It brings us an enjoyable trip.
Album: ChicoCorrea & EltronicBand
download at: www.bumpfoot.net/foot018.html
Great!
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ConFUSÃO harmônica
Pequena História do Estilo TribalO estilo tribal evoca uma história de milhares de anos sobre trajes, jóias, dança e música do Oriente Médio, com uma essência moderna, enfatizando a força do corpo e do espírito feminino, e sua interação com o grupo.
Os "primeiros passos" dessa forma de dança foram dados na Califórnia, pela bailarina Jamila Salimpour. A Dança do Ventre tradicional foi acrescida de elementos das danças folclóricas orientais, como seus objetos e passos característicos, e o espírito comunitário das tribos. Trocaram o vestuário do estilo "cabaré" (as conhecidas roupas de lantejoulas!) por um visual étnico.
Aliado a isso, vinha o novo estilo de ensino, onde Jamila refinou a técnica da Dança do Ventre usando métodos semelhantes aos do Ballet Clássico. Sua companhia de dança, Bal Anat, popularizou a nova tendência, principalmente os trajes étnicos. A dança tinha um caráter interpretativo, com uso de acessórios tradicionais das danças folclóricas ou uma releitura de lendas orientais, como por exemplo, as nossas conhecidas Dança da Espada e Dança do Punhal. Estas duas danças não são reconhecidas nos países árabes como folclóricas, mas são conhecidas por todas as bailarinas de Dança do Ventre, graças ao Estilo Tribal.
Nos anos setenta, notáveis dançarinas do gênero fizeram com que este estilo ganhasse o país, entre elas Masha Archer, discípula de Jamila.
Nos anos 80, o estilo ganhou características muito particulares, que foram definidas quase como "padrões", com o surgimento da trupe Fat Chance Belly Dance. Carolena Nericcio, diretora do grupo, foi aluna de Masha e dá todo o crédito pelo surgimento desse novo estilo à Jamila, embora seu grupo seja, hoje em dia, a maior referência do assunto nos E.U.A.. Carolena misturou a precisão técnica de Jamila, o caráter étnico do Bal Anat e aplicou seu sistema de improvisação, criando assim uma nova forma de dança.
O Estilo Tribal Hoje
Precisão dos movimentos, trajes muito característicos e o espírito de irmandade tribal são a marca registrada desse gênero. Ritmos fortes e bem marcados, com muita percussão, solos de derbake e daffs, os sons "Ghawazee" (as Ciganas Árabes, a fonte maior de inspiração dessas trupes), a fusão entre diversos estilos musicais, por vezes com um toque ocidental, dominam o padrão musical que acompanha esta dança.
O visual do Estilo Tribal parece autêntico porque foi inspirado em várias tribos e povos nômades do Centro e Norte da África, Índia, Paquistão e de várias outras regiões do Oriente Médio, adaptadas às necessidades das dançarinas, que precisam de roupas que lhes dê mobilidade e conforto.
O uso freqüente de snujs em suas performances também caracteriza o estilo. Eles servem não só para demonstrar as habilidades técnicas das dançarinas, mas também para auxiliar a marcação dos ritmos. Além deles, as bailarinas fazem uso de chocalhos kuchis (chamados Kulkaal), atados aos pés, como as dançarinas indianas ou as ghawazee egípcias, também para demarcação rítmica. Algumas trupes utilizam outros acessórios característicos de outras danças orientais, como pandeiro, bengala, jarros, cestos, taças, espadas, punhais, para realizarem performances que são chamadas tribais interpretativas.
O Fat Chance Belly Dance, por ser o pioneiro no estilo, é o mais conhecido e reverenciado grupo tribal da América, mas há outras grandes trupes espalhadas pelos E.U.A, como a Romani Dance, Awalin Trupe, Read my Hips etc. O Estilo Tribal Americano já atravessou Oceanos e chegou à Alemanha, Suíça, Austrália e até mesmo ao Japão, e está começando a aparecer na França, Inglaterra e Brasil.
Estilo Neo Tribal
Coma evolução e propagação da Dança Tribal na América do Norte, novas cias. de dança auxiliaram no processo de formação do Estilo, dando, cada uma, seu toque pessoal às características tradicionais do American Tribal Style. Surgiu então, no início dos anos 90 o que hoje ficou conhecido nos EUA por Neo Tribal.
O Neo Tribal seria a modernização do Estilo Tribal Americano do Fat Chance Belly Dance. Bailarinas formadas pelo método de Carolena Nericcio e suas discípulas resolveram buscar novas formas de utilização das técnicas do Estilo Tribal, sem uma rigorosidade padronizadora. Cias. mais tradicionalistas no América Tribal Style recusam-se a utilizar recursos coreográficos e todas as suas performances são livres ou reguladas pelos métodos de sinalização,gerando a Improvisação Coordenada.
Cias. como a Awalin Dance Company de Zia Ali, na Geórgia, Atlanta, traduzem bem este espírito Neo Tribal: aliam às técnicas de Improvisação Coordenada às possibilidades artísticas coreográficas.
Ademais, além do uso dos acessórios da dança do ventre e danças folclóricas orientais, buscam inovações não apenas em acessórios, mas na utilização de movimentos oriundos de outras danças, além das habituais, como o flamenco, a dança indiana, danças persas, purcas, paquistanesas, e de regiões até mais longínquas como, por exemplo, o Tajisquistão.
No Brasil, A Cia. Halim aderiu a esta nova corrente e mantém as técnicas tradicionais do American Tribal Style aliadas ao espírito inovador do Neo Tribal, buscando em diversas formas de dança, até mesmo no Ballet e na Dança Contemporânea Ocidentais, uma nova forma de dançar e se expressar.
No Nordeste, a Cia Lunay traz uma proposta de unir as danças afro-brasileiras a todos esses ingredientes já citados quando o assunto é estilo tribal. Com o desenrolar dos estudos e pesquisas, a Cia Lunay foi descobrindo semelhanças entre os ritmos orientais e ocidentais.
Oriente, África e Nordeste no corpo do estilo tribal brasileiro.
O músico e percussionista João Cassiano foi buscar na música afro-brasileira e regional, os ingredientes que conferiram um colorido e um sabor especiais à musicalidade oriental tão comum e necessária para a dança do ventre, resultado de uma pesquisa de ritmos iniciada em 2005 com a bailarina e professora de dança do ventre Kilma Farias.
Se bem observarmos, o nordeste do Brasil guarda uma similaridade muito grande com o oriente, mais precisamente com as regiões próximas ao Saara. Não só pelo clima, que é um fator determinante para seus habitantes, mas pelo modo como pensam e vivem.
Nas duas tradições, oriental e ocidental, o povo aprendeu a desenvolver a fé, a religiosidade e a utilizar a água, a terra o fogo e o ar como parte natural desse processo intenso que é estar no mundo. Mas se há contato com o sagrado, também há com o profano através das festas, das feiras, da algazarra das lavadeiras à beira de um rio.
Muito da cultura brasileira teve influência (indireta) dos mouros, uma vez que os mesmos dominaram a Península Ibérica durante vários anos. A influência moura pode ser sentida em aspectos musicais como o som da viola dos repentistas, ritmos como coco, baião e ijexá, e instrumentos como pandeiro, zabumba e berimbau. A influência na música é nossa principal fonte de inspiração para este espetáculo.
Diante dessa observação, iniciamos um trabalho de fusão das músicas árabe e egípcia com a nossa tão variada música brasileira, em especial a regional nordestina que muito agrega da afro-brasileira e, mesclando ritmos como o baladi do Egito e o coco da Paraíba, fomos delineando um novo horizonte de ritmos e expressões.
De onde vem o baião?
É verdade que o baião é um ritmo tipicamente brasileiro. Mas, se formos procurar entender as nossas raízes culturais, vamos descobrir que o ritmo que conhecemos como baião vem de lugares beeeeeeeeem distantes, pra lá das arábias.
Vamos voltar um pouquinho na nossa história para responder essa pergunta: a influência moura chegou ao Brasil por meio dos colonizadores portugueses, já que a Península Ibérica esteve sob domínio árabe durante oito séculos. Foi importantíssima a influência dos árabes na formação das modernas nações ibéricas ou delas provenientes.
O soudi é um ritmo do Golfo Pérsico muito semelhante ao baião, pra não dizer idêntico. Mas como veio o baião nascer aqui em terras tropicais? Para ser mais específico, no nordeste brasileiro.
Esse capítulo da história deixou influências profundas na cultura brasileira, principalmente no nordeste, já que a maioria dos judeus se concentravam em Pernambuco e Salvador. Por isso, a língua, os costumes, a culinária, a dança e a música possuem, em sua genética, a cultura oriental.
Como também recebemos heranças valiosas dos negros africanos e dos índios locais, o resultado acabou sendo uma mistura arretada. Assim, como quem costura uma colcha de retalhos, músicos extraem sons com cheiro de mirra e sândalo, mas também de cravo e canela.
ConFUSÃO harmônica
A cadência-dominante-tônica, típica da Música Ocidental é bastante presente na música nordestina, facilmente percebida nos aboios, e nos sons da viola e da rabeca.
Os ritmos também guardam semelhanças. Um expressivo exemplo é o samba de coco de Arcoverde, da cidade do sertão pernambucano Arcoverde, que tem a mesma cadência do malfuf ou laf, ritmo egípcio bastante utilizado na música síria e libanesa.
O ijexá, ritmo africano utilizado nas festividades e celebrações do candomblé de rua, também tem forte semelhança com o karatchi, ritmo do norte da Árfica que é bastante utilizado para a dança do ventre.
O ijexá toque de Angola, utilizado nas rodas de capoeira é idêntico ao ayubi, ritmo utilizado para a dança de transe oriental chamada zaar.
O resultado dessa mistura de especiarias é uma harmonia belíssima entre oriente e ocidente, num encontro perfeito entre passado e presente.
Os ingredientes estão todos aí. É só colocar tudo no grande caldeirão, com bastante equilíbrio.